quinta-feira, 12 de abril de 2012
Irei começar postar algumas práticas de Pranayama que me ajudaram e continuam ajudando muito.
O Pranayama
Para simplificar, vamos dizer que pranayama é a ciência da respiração, a ciência do controle do prana. É através do controle do movimento dos pulmões e órgãos respiratórios que podemos controlar o prana que vibra dentro deles mesmos. Prana: Energia Vital Cósmica, Força Vital Universal ou Luz Liquida Pelo controle do prana pode-se controlar parcialmente a mente, porque a mente está ligada ao prana como a umidade à água. Para se chegar ao controle da respiração é preciso primeiro dominar a postura do corpo (asana). A postura correta do corpo é indispensável para a prática bem sucedida do pranayama. Qualquer postura fácil e confortável, que permita o relaxamento do corpo, é adequada para a prática do pranayama.O importante é que a cabeça, o pescoço e a coluna fiquem sempre retas. Existem vários tipos de pranayamas. Aqui passaremos os mais simples, porém não menos eficientes. Rechaka é o nome que se dá para a expiração do ar. Kumbhaka é a retenção do ar nos pulmões. Puraka é a inspiração do alento vital. Puraka, kumbhaka e rechaka são as três fases de um pranayama. Aumentando-se o tempo de kumbhaka aumenta-se a duração da vida. O pranayama sempre deve ser feito com calma e concentração. O ideal é fazer quatro sessões diárias de pranayamas: de manhã, ao meio-dia, ao entardecer e à noite, ao se entregar ao sono, de 5 a 10 minutos em cada sessão. 2- Relaxamento Exercícios de relaxamento trazem repouso para o corpo e a mente. Quem pratica e conhece a ciência do relaxamento não desperdiça energia. O relaxamento sempre é feito depois de uma série de pranayamas. Aconselhamos sempre a posição de savasana. (decúbito dorsal deitado com a barriga para cima) para o relaxamento. O relaxamento é obtido com as técnicas que daremos em seguida, da cabeça aos pés. Um corpo relaxado ajuda o relaxamento da mente. A mente entra em relaxamento quando fica quieta, por dentro e por fora. Corpo e mente estão em íntima ligação. Essa ligação é feita pelo corpo emocional. Corpo, mente e emoções formam um triângulo.
3- Elementos de Uma Prática
Todas as práticas são compostas, basicamente, de: Postura (Asana) Respiração (Pranayama) Relaxamento do corpo Exercício propriamente dito 3.1- Postura Muitas técnicas para serem executadas exigem do estudante uma postura corporal passiva. De início só trabalharemos com esse tipo de técnica, vamos dar aqui orientações acerca das diversas posturas, sua escolha e como executá-las corretamente. Nós ocidentais, de modo geral não conseguimos praticar rigidamente as posturas exigidas no yoga, por exemplo. É o caso da mais típica posição yogue: a posição de lótus ou padmasana (sentado com as pernas cruzadas e a coluna reta). Sobre a escolha da posição mais adequada para executar as técnicas, aqui denominadas passivas, prevalece sempre o bom senso.
O objetivo é o relaxamento do corpo. Assim, não podemos nem devemos cobrar rigidez sobre esta ou aquela posição que devemos adotar. Você pode adotar a postura que mais lhe convier e se mostrar confortável e propícia para o relaxamento. Assim, você pode adotar a posição de decúbito dorsal (deitado de barriga para cima) com os braços ao longo do corpo, por exemplo. Ou sentar-se comodamente num sofá ou numa cadeira. Uma das vantagens de se adotar a postura de decúbito dorsal é que partir dela pode-se partir para duas variantes muito interessantes: 1. a cruz 2. a estrela. Para fazer a cruz é só abrir os braços a partir da posição de decúbito dorsal. Para se fazer a estrela abre-se os braços em forma de cruz e as pernas em forma de meio X. Nota: o importante é escolher uma posição cômoda, na qual possa manter imobilidade e alcançar um estado de relaxamento. 3.2- Respiração O ser humano pode viver até um mês sem comer (técnica de jejum); se não estiver num deserto quente, pode viver vários dias sem água. Porém, por mais treinada que seja, uma pessoa pode viver apenas alguns minutos sem respirar. Disso se conclui que a respiração é a principal fonte de energia do homem. Mesmo assim, de modo geral, poucos indivíduos sabem respirar. E mesmo que o saibam, menos ainda sabem extrair a vitalidade do ar. São muitos os exercícios que têm como base a respiração. É por isso que vamos começar nosso sistema de práticas baseado nela. É muito grande a relação dos benefícios de uma respiração bem feita. Para simplificar, vamos dizer apenas que os sentidos físicos e psíquicos vão começar a funcionar melhor a partir do momento em que passarmos a respirar melhor, de modo mais completo e consciente. Como se faz: Adote uma postura confortável, como já explicamos, qualquer que seja. Esvazie os pulmões até o fim. Comece a inalar (puraka) lentamente e sem fazerem ruídos. Encha primeiro a barriga e depois o tórax. Mentalmente conte até 7 de acordo com as batidas do coração. Quando chegar no 7 os pulmões devem estar cheios. Retenha o ar nos pulmões (kumbhaka) enquanto novamente conta mentalmente 7 pulsações do coração. Comece a soltar o ar (rechaka) lentamente, primeiro esvaziando o tórax e depois o abdômen, enquanto conta até 7 de acordo com as batidas do coração. Repita todo esse processo 7 vezes. Essa é a respiração que denominamos 7 x 7. A cada semana deve-se aumentar a contagem. Exemplo Na semana 1, respiração 7 x 7 ; na semana 2, respiração 10 x 10; na semana 3, respiração 12 x 12. E assim sucessivamente até poder alcançar uma respiração 21 x 21. Este exercício pode proporcionar dentre outros objetivos: 1. aumento de consciência 2. aumento da sensibilidade 3. diminuição do ritmo cardíaco 4. maior vitalidade 5. mente mais tranqüila 6. relaxamento do corpo 7. sono mais profundo 8. controle das emoções 9. domínio sobre o corpo
10. preparo interno para outras técnicas 3.3- Recomendações gerais Este exercício pode e deve ser praticado todas as vezes que sentir a mente agitada, as emoções fora de controle, demora para o sono chegar e quando o corpo estiver cansado depois de um dia cheio de trabalho e tensões. Você também pode praticá-lo enquanto estiver andando na rua. Se você pretende trabalhar sério com nosso sistema de exercícios e práticas pedimos que não faça outra coisa na primeira semana que não se exercitar na busca de uma posição confortável (asana) e na prática da respiração 7 x 7 (pranayama). Gradativamente, a cada semana tente aumentar a contagem. Você mesmo deve estabelecer seu limite. Lembre-se: não cometa excessos nem violências contra seu corpo. Se sentir necessidade de diminuir o tempo de inalação, retenção ou exalação, fique à vontade e não se sinta frustrado. O importante é achar o seu próprio ritmo e manter a atenção no que está fazendo. A mulher, durante o período de menstruação deve suspender as práticas, somente nos três primeiros dias. Uma pessoa realmente dedicada ao seu desenvolvimento interior reordenará toda sua vida e seus horários em função desse objetivo. Bom senso e equilíbrio são as duas grandes leis nessa disciplina. Pratique e terá resultados antes mesmo da sua expectativa.
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